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Mercado asiático encerra em alta com impulso do setor de tecnologia e alívio nas tensões comerciais

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista e redatora no portal E-Commerce Brasil em constante busca pelas melhores histórias.

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As principais bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pelo bom desempenho das ações do setor de tecnologia e pela recente trégua nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A valorização ocorre em meio à temporada de divulgação de balanços de grandes empresas da região e à perspectiva de estímulos econômicos mais moderados por parte do governo chinês.

Bolsa de valores asiática
(Imagem: reprodução)

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,86%, aos 3.403,94 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 2,30%, chegando a 23.640,65 pontos, com destaque para os papéis de empresas de tecnologia. Já na Coreia do Sul, o Kospi teve alta de 1,23%, alcançando 2.640,57 pontos. O Japão destoou do movimento positivo e encerrou com leve queda de 0,14%, com o Nikkei 225 recuando para 38.128,13 pontos.

Setor de tecnologia lidera ganhos após anúncios de fornecimento de chips

O desempenho do setor de tecnologia foi o principal motor dos ganhos, após a confirmação de que a Nvidia e a Advanced Micro Devices (AMD) fornecerão semicondutores a uma empresa de inteligência artificial da Arábia Saudita. A notícia favoreceu fabricantes de chips asiáticos como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), cujas ações subiram mais de 2%.

Investidores também acompanharam de perto os balanços de empresas chinesas de tecnologia. A Tencent, que divulgaria seus resultados ainda nesta semana, teve alta de 1,9% na bolsa de Hong Kong. A Alibaba, por sua vez, avançou 1,3% no mesmo índice. O otimismo com os números dessas companhias ajudou a sustentar o apetite por risco na região.

EUA e China: trégua temporária influencia projeções sobre estímulos

O cenário macroeconômico também contribuiu para o movimento positivo. Após o anúncio de um acordo provisório entre Washington e Pequim para redução de tarifas, analistas ajustaram suas expectativas em relação às futuras ações do governo chinês.

Segundo relatório do UBS, o alívio nas tensões comerciais pode levar a uma resposta menos agressiva de estímulos fiscais por parte de Pequim. Em vez de medidas amplas, o governo deve priorizar apoio pontual a exportadores, incentivos ao consumo interno e subsídios ao setor doméstico, em uma tentativa de manter a estabilidade econômica sem aumentar o endividamento público.

Com a aproximação do segundo semestre, a combinação entre alívio geopolítico, estímulos seletivos e expectativa por resultados de empresas estratégicas deve continuar ditando o ritmo dos mercados asiáticos, com o setor de tecnologia mantendo papel central nesse movimento.