O varejo físico do Brasil mostrou alta de 8% no faturamento em fevereiro, comparando com mesmo mês em 2024. O fluxo de visitas cresceu, principalmente, em lojas de rua (18%), enquanto as lojas de shopping tiveram aumento mais tímido (3%). As informações são do Índice de Performance do Varejo (IPV), realizado pela HiPartners.

De acordo com Eduardo Terra, sócio da HiPartners, em relação a janeiro, fevereiro mostra “retomada consistente”. No primeiro mês do ano, o varejo restrito (excluindo veículos e materiais de construção) mostrou crescimento de 3,1% com período idêntico no ano anterior, mas com queda na comparação sazonal. No índice ampliado, o avanço foi de 2,2%.
“O desempenho do varejo em fevereiro reflete um cenário de ajustes e consolidação. Em janeiro, o crescimento do varejo Restrito e Ampliado anualmente mostra resiliência, mas as quedas sazonais indicam que desafios como a inflação de alimentos seguem pressionando categorias essenciais, como supermercados“, afirmou Terra.
O ticket médio geral de fevereiro obteve alta de 8,4%, com variações a depender da região ou categoria de atuação. As lojas de shopping tiveram aumento de 10,2%, enquanto os estabelecimentos de rua avançaram 8%.
Mais dados
Na análise regional, o Norte cresceu 11,15% em faturamento e foi o maior destaque positivo. Em seguida, no mesmo índice, fica o Centro-Oeste (9,87%). Em fluxo de clientes, o Sul foi liderar (28,7%), mas com resultado positivo moderado (6,45%) no faturamento.
Ainda de acordo com Terra, o período analisado ainda retrata as dinâmicas de consumo alteradas por decisões políticos. Uma delas é a elevação do imposto de importação, conhecida como “taxa das blusinhas”, para 20% em compras de até US$ 50, vigente desde agosto de 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme.
Segundo informações da Receita Federal obtidos pelo IPV, entre julho e agosto do ano passado, a arrecadação aduaneira sofreu retração de 45,9%. Isso porque, com as taxas sob produtos vindos de fora do país, os consumidores preferiram o varejo doméstico. O comportamento perdura desde então, seja no varejo físico ou no e-commerce.
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