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Sete tendências da indústria de moda no e-commerce em 2025

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Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

Segundo levantamento da 2PM, 13 das 20 principais marcas de vendas diretas ao consumidor (DTC) pertencem ao setor de moda e vestuário. Empresas como SHEIN, Chewy e Gymshark figuram no ranking, destacando a força do segmento no e-commerce.

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(Imagem: Reprodução)

Em 2025, a expansão digital, a globalização e as mudanças nos hábitos de consumo impulsionam a transformação da indústria da moda. No entanto, a inflação e os desafios na cadeia de suprimentos tornam o cenário mais incerto. Segundo a Shopify, abaixo estão as tendências e estratégias que estão moldando o setor este ano:

Revenda de roupas cresce globalmente

O mercado de revenda de vestuário tem se expandido rapidamente. Em 2022, o segmento cresceu 24%, com projeções indicando uma avaliação de mercado de US$ 218 bilhões até 2026. Nos Estados Unidos, a moda de segunda mão cresce oito vezes mais rápido do que o mercado geral de vestuário.

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O mercado global de roupas de segunda mão crescerá três vezes mais rápido do que o mercado global de vestuário em geral. O gráfico mostra a projeção de crescimento desse setor entre 2021 e 2026, destacando que o maior aumento percentual deve ter ocorrido em 2022, com um crescimento de 24% (Imagem: ThredUp)

Empresas do setor estão acompanhando essa tendência. A Dôen, marca premium da Califórnia, lançou o programa Hand Me Dôen, incentivando a revenda de roupas usadas em troca de créditos na loja. No Reino Unido, a SHEIN também entrou no segmento e lançou sua própria plataforma de revenda.

Personalização melhora a experiência do consumidor

O uso de dados para personalizar a jornada do consumidor segue em alta. Um estudo da Shopify aponta que 44% dos clientes aceitam compartilhar informações pessoais para obter recomendações de produtos. Contudo, preocupações com privacidade geram desafios para marcas que abusam da estratégia.

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Consumidores querem saber como as marcas usam seus dados (Imagem: ThredUp)

O gráfico mostra que 61% dos consumidores apenas compartilham informações pessoais em casos necessários, enquanto 57% estão cada vez mais preocupados com o uso desses dados.

Além disso, 44% aceitam que marcas de sua preferência utilizem suas informações para oferecer conteúdos e ofertas relevantes, mas 40% já deixaram de comprar de uma marca devido a preocupações com o uso de dados pessoais.

Metaverso atrai marcas de moda

Apesar de o conceito de metaverso ainda estar em desenvolvimento, marcas de moda já investem no setor. A Under Armour, por exemplo, lançou um sneaker NFT em parceria com Steph Curry, permitindo sua utilização em três metaversos diferentes. A Forever 21 criou uma loja virtual no Roblox, onde jogadores podem administrar suas próprias lojas dentro do jogo.

Enquanto no mercado de luxo, a Versace fez uma colaboração com o jogo Fortnite para aproximar os produtos da marca aos consumidores por uma experiência imersiva e interativa. Outras gigantes como a Adidas também se aventuraram no universo digital ao lançar uma coleção phygital no Roblox, por exemplo.

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Campanha digital da Versace no Fortnite (Imagem: Fortnite)

Sustentabilidade ganha espaço no mercado

Com o aumento da conscientização ambiental, 52% dos consumidores afirmam que preferem comprar de marcas que compartilham seus valores sustentáveis. Empresas como Patagonia e Beyond Retro colocam a sustentabilidade no centro de seus modelos de negócio, promovendo a revenda e o reuso de produtos.

Recentemente, o projeto Atacama RE-commerce, lançado pela VTEX em parceria com Fashion Revolution Brasil e Desierto Vestido, recupera roupas descartadas no deserto do Atacama para distribuir em e-commerce. A iniciativa chama atenção para o impacto ambiental da indústria da moda.

Para acompanhar o crescimento da demanda por moda sustentável, marcas de luxo como Louis Vuitton e Bottega Veneta começaram a oferecer serviços de reparo para prolongar a vida útil de seus produtos.

Redes sociais impulsionam vendas no e-commerce

As redes sociais têm se consolidado como canais de vendas. O TikTok e o Instagram são destaque, permitindo que consumidores visualizem produtos sendo usados por influenciadores. O live shopping também cresce, com marcas registrando taxas de conversão de até 30% por meio de transmissões ao vivo.

Com a chegada do TikTok Shop no Brasil, a tendência é que o live commerce ganhe ainda mais força. Outras empresas como Shopee e Kwai já entraram na disputa, oferecendo lives com vendas diretas, atraindo a atenção dos consumidores pelo formato dinâmico e interativo.

Varejo físico volta a ganhar força

Embora o e-commerce tenha se expandido, muitas marcas estão retomando as lojas físicas para complementar as vendas. Segundo pesquisa da Shopify, 54% dos consumidores pesquisam produtos online antes de comprá-los presencialmente. Empresas como Gymshark e Culture Kings investem em espaços físicos para oferecer experiências imersivas.

Expansão do e-commerce de moda

O setor de moda online deve crescer a uma taxa anual composta de 14,2% entre 2017 e 2025, segundo a Statista. A expansão global, o aumento da penetração da internet e a influência de celebridades e influenciadores impulsionam esse crescimento.

No Brasil, o segmento alcançou a segunda posição no ranking de faturamento do comércio eletrônico brasileiro no segundo trimestre de 2024, com R$ 7,1 bilhões.

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